Com relação ao artigo publicado na página da internet do UOL Viagem, o Cônsul Geral da República da Polônia em São Paulo enviou um protesto para a redação.
Felizmente notamos, que o fragmento em questão foi eliminado do artigo pela redação.
Apesar disso, abaixo publicamos o conteúdo da carta, convencidos que ele servirá para conscientizar e estar de acordo com a verdade histórica quando o período da II Guerra Mundial e a tragédia do Holocausto nas futuras publicações pela mídia brasileira.
São Paulo, 02 de Maio de 2008
Redação
UOL Viagens
Com muita atenção acompanho a informações publicadas nos meios de comunicação brasileiros, sobre a Marcha pela Vida, especialmente neste ano pela celebração do 20º aniversário desta tão importante iniciativa em memória às Vítimas do Holocausto.
O artigo da redação, publicado na página do UOL Viagem (Últimas notícias), no dia 29.04.2008 “Campos de Concentração mostram as marcas do Holocausto para visitantes na Europa”, li com interesse, porém tenho sérias objeções. Encontrei no texto a frase “outro campo de concentração polonês aberto à visitação de turistas é o Majdanek”.
Gostaria de informar à Redação, que durante a II Guerra Mundial nos territórios poloneses ocupados pela Alemanha, hitleristas criminosos construíram campos de concentração e introduziram neles um sistema de extermínio em massa da população civil, especialmente judeus e poloneses, bem como outros povos da Europa ocupada. Ao lado de Auschwitz, Birkenau, Treblinka, e também Majdanek.
A informação dirigida para o vasto número de leitores via Internet, erroneamente dizendo que Majdanek foi “um campo de concentração polonês”, demonstra má vontade por parte do autor do artigo ou falta de conhecimento histórico básico. Porém, independentemente da intenção, é a divulgação de uma informação falsa sobre um trágico período da história da Polônia e da Europa.
Vale a pena lembrar, que a Polônia foi o primeiro país que desde 01 de setembro de 1939 apresentou resistência contra a agressão alemã. O Estado Polonês, durante esta guerra perdeu 6,5 milhões de cidadãos, entre estes, 3 milhões de judeus poloneses. Os poloneses, além de não terem construído nenhum campo de concentração, tornaram se as principais vítimas dos crimes de genocídio hitlerista.
Quero também destacar, que no ano de 2007, a UNESCO por iniciativa do Governo Polonês, aceitou um nome oficial para Auschwitz, como : “Auschwitz – Birkenau, campo de concentração e extermínio da Alemanha nazista (1940 – 1945)”.
A formulação publicada no texto do artigo ofende o sentimento nacional dos poloneses e evidentemente falsifica a verdade histórica.
Firmemente apresento o meu protesto contra a publicação deste tipo de enunciado e espero que a Redação imediatamente elimine do texto do artigo este fragmento que insulta os poloneses, bem como publique a correção adequada.
Informações completas sobre o campo de concentração alemão nazista Majdanek (também disponível no idioma inglês), pode ser facilmente acessado pelo endereço: www.majdanek.pl
Aguardando uma reação adequada da Redação,
Atenciosamente,
Marek Krynski
Cônsul Geral
da RepúBlica da Polônia
em São Paulo